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Negociação garante aporte do Banco do Brasil para recompor reservas da Cassi

Banco propõe assumir 60% dos recursos necessários

A 11ª rodada de negociações sobre o custeio da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), realizada no dia 29 de outubro, em Brasília, avançou na definição de um aporte extraordinário de R$ 2,288 bilhões para recompor as reservas da entidade. Pelo acordo, o Banco do Brasil será responsável por 60% do valor (R$ 1,373 bilhão), enquanto os associados arcarão com os 40% restantes (R$ 915 milhões).
A proposta também prevê que a contribuição extraordinária dos associados seja distribuída em 18 meses, reduzindo o acréscimo mensal de 50% para 32% sobre a contribuição atual. O pagamento está previsto para começar em dezembro de 2026.
Para Priscila Aguirres, diretora do SindBancários e representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), o resultado representa um avanço, embora não corresponda integralmente à reivindicação das entidades.
“Desde 2025, buscamos negociar uma solução para o desequilíbrio financeiro da Cassi. Nossa proposta era uma divisão de 70% para o banco e 30% para os associados, mas esse acordo representa um avanço em relação ao modelo anterior. Agora, precisamos garantir a estabilidade financeira da Cassi e construir uma solução definitiva para o custeio, preservando a qualidade da assistência”, afirma.
A ampliação do prazo de pagamento de 13 para 18 meses foi uma reivindicação do movimento sindical, preocupado com o impacto da cobrança no orçamento de funcionários da ativa, aposentados e pensionistas. 
A recomposição das reservas é uma medida urgente, mas não resolve os problemas estruturais de financiamento da Cassi. Por isso, a proposta prevê a criação de um grupo de trabalho para discutir um novo modelo de custeio, com o objetivo de garantir a sustentabilidade da Caixa de Assistência no longo prazo. A primeira reunião está prevista para 7 de dezembro, e a expectativa é concluir os trabalhos no primeiro semestre de 2027.
A formalização do acordo será feita por meio de um memorando de entendimento, que deverá ser assinado em novembro. A proposta será submetida à consulta ao corpo social, prevista para ocorrer entre 18 e 25 de novembro de 2026. 
A decisão final caberá aos associados. Se aprovada, a contribuição extraordinária dos associados começará em dezembro, com pagamento parcelado em 18 meses. Já a parte do Banco do Brasil será aportada em duas etapas, previstas para dezembro de 2026 e janeiro de 2027.

Jornalista/Fonte

Imprensa SindBancários, com informações da Contraf-CUT