Dirigentes do SindBancários realizaram um ato, na manhã desta terça-feira (25), em frente à agência Centenária do Santander, no Centro de Porto Alegre. A mobilização fez parte das ações da categoria durante a campanha salarial e teve como objetivo chamar a atenção dos trabalhadores bancários e da população para o atual momento das negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que chegou à 10ª rodada.
A categoria reivindica, entre outros pontos, reajuste dos salários com aumento real, valorização dos tíquetes de alimentação e refeição, melhores condições de trabalho e avanços nas políticas de saúde dos trabalhadores.
Para o dirigente do SindBancários e trabalhador do Santander, Luiz Cassemiro, a mobilização é fundamental diante da demora dos bancos em apresentar uma proposta que contemple as reivindicações da categoria. “Já tivemos dez rodadas de negociação com os bancos. Entregamos a nossa pauta com bastante antecedência e já faz mais de dois meses que estamos negociando. É um momento decisivo para a categoria”, afirma Cassemiro.

Segundo o dirigente, em uma das rodadas anteriores, os bancos chegaram a apresentar uma proposta que previa reajustes diferentes conforme a faixa salarial, mas sem indicar os índices. A proposta foi rejeitada pelo movimento sindical por entender que poderia dividir os trabalhadores. “Não havia acordo com uma proposta que dividisse os trabalhadores. O que nos fortalece enquanto categoria é justamente a nossa unidade nacional”, destaca.
Outro ponto de atenção é a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que tem como data-base 1º de setembro. O prazo para renovação é 31 de agosto.
A preocupação dos trabalhadores está relacionada aos efeitos da reforma trabalhista sobre a chamada ultratividade, que pode fazer com que cláusulas negociadas e não previstas diretamente em lei percam a validade caso não sejam renovadas. “Nós temos hoje um acordo que contempla mais de 170 cláusulas. Portanto, não podemos correr esse risco. Mas também não podemos abrir mão da valorização dos trabalhadores e entregar nossa força de trabalho aos bancos sem uma contrapartida justa”, afirma Cassemiro.
O SindBancários seguirá acompanhando as negociações e mobilizando a categoria para pressionar os bancos por uma proposta que valorize os trabalhadores e avance na melhoria das condições de trabalho.
Imprensa/ SindBancários