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Dia Nacional de Luta mobiliza trabalhadores em defesa do Saúde Caixa

Ato realizado pelo SindBancários, em Porto Alegre, reivindicou o fim do teto de custeio e denunciou os riscos à sustentabilidade do plano

Nesta terça-feira (9/6), o movimento sindical realizou o Dia Nacional de Luta em defesa do Saúde Caixa. Empregados da Caixa de todo o país se mobilizaram para exigir o fim do teto de custeio de 6,5% imposto pelo banco ao plano de saúde dos trabalhadores.

Em Porto Alegre, o SindBancários promoveu um ato em frente ao edifício Querência, na Praça da Alfândega, no Centro da Capital.

Durante a atividade, dirigentes conversaram com colegas e com a população para denunciar os impactos do teto de custeio, que ameaça a sustentabilidade do Saúde Caixa, aumenta os custos para os empregados e compromete a manutenção da qualidade do plano.

O diretor do SindBancários Paulo Caetano destacou que a defesa do Saúde Caixa está entre as principais pautas da campanha deste ano para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

“Temos ainda outras demandas, que interessam não apenas aos trabalhadores do banco, mas também a toda a população, pois o que queremos é uma Caixa 100% pública, forte, que cuide dos seus empregados e clientes. Por isso, reivindicamos um plano de saúde decente, que atenda às nossas necessidades”, afirmou.

Sustentabilidade do plano está em risco

Para o diretor Jailson Prodes, a postura da Caixa em relação ao plano de saúde coloca em risco o futuro do Saúde Caixa e penaliza especialmente os novos empregados.

“Estamos indignados com o desleixo do banco com nosso plano de saúde. Além de não retirar o teto, a Caixa não se preocupa com a sustentabilidade do Saúde Caixa ao não permitir que os trabalhadores admitidos após 2018 possam levar o plano para a aposentadoria. Isso, além de discriminação com os novos colegas, também desestimula que entrem no plano de saúde. Assim, a Caixa está decretando, a médio prazo, o fim do Saúde Caixa”, alertou.

O diretor Guaracy Padilla lembrou que o plano de saúde é uma conquista histórica da organização dos empregados e que não pode ser tratado como um custo a ser reduzido.

“O Saúde Caixa não foi uma concessão da empresa, mas sim fruto da luta coletiva dos trabalhadores. A Caixa tenta limitar sua participação no custeio do plano, empurrando a conta para os empregados, que contribuem diariamente para aumentar os lucros do banco e acabam adoecendo no cumprimento das metas. Não podemos aceitar isso, pois saúde não é mercadoria”, ressaltou.

Defesa da saúde também passa pelas condições de trabalho

A mobilização também denunciou outros problemas que afetam a saúde dos trabalhadores, como a falta de pessoal, o fechamento de unidades, a cobrança excessiva por metas, os problemas de infraestrutura e os critérios considerados injustos do Super Caixa.

O diretor Tiago Pedroso destacou que proteger o Saúde Caixa está diretamente ligado à luta por melhores condições de trabalho e pelo fortalecimento do papel social da Caixa.

“Estamos aqui defendendo o nosso plano, mas também lutamos por outras pautas. A Caixa precisa retomar seu papel enquanto banco público de facilitar o acesso a programas sociais e à moradia popular, o estímulo à geração de emprego e renda, e não priorizar apenas a parte comercial. O que adoece os empregados do banco não é financiar o sonho da casa própria do trabalhador, mas sim as metas elevadas para vender seguros e títulos a juros altos”, afirmou.

No momento do ato do Saúde Caixa, o edifício Querência também recebia uma manifestação do movimento pela moradia, luta com a qual o Sindicato é solidário.

O SindBancários reforça que o Saúde Caixa é um direito dos empregados e proteger esse patrimônio é defender a saúde, a qualidade de vida e a dignidade de quem constrói a Caixa todos os dias.

Jornalista/Fonte

Imprensa SindBancários