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Movimento sindical defende aprovação do ACT do Itaú

Plenária Estadual reuniu dirigentes para debater proposta a ser votada em assembleias na terça-feira (13/1)

Dirigentes sindicais do RS se reuniram em Plenária Estadual do Itaú Unibanco, nessa quinta-feira (8/1), para debater a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) negociada com o banco. O movimento sindical defendeu a aprovação do documento nas assembleias que acontecem na terça-feira (13/1).

“Orientamos a aprovação do acordo, fruto de debates e que trouxe avanços  principalmente na questão do monitoramento, que foi um dos grandes problemas que chamou atenção ano passado”, destacou o diretor da Fetrafi-RS e membro da Comissão de Organização dos Empregados (COE) Itaú, Eduardo Munhoz.

Na base do Sindicato dos Bancários do Litoral Norte/RS, a votação ocorrerá das 8h às 20h. Podem participar sócios e não sócios, através do sistema VotaBem.

Durante a plenária, as lideranças sindicais destacaram que o acordo é resultado da negociação coletiva e da organização da categoria, reforçando a importância da participação dos bancários nas assembleias para deliberar sobre a proposta.

Mesa bipartite permanente é destaque do acordo

O ACT do Itaú, com validade até 31 de dezembro de 2026, aborda temas diretamente ligados às condições de trabalho, à saúde e à organização dos bancários, em um cenário de intensas transformações no setor financeiro, marcado por reestruturações, digitalização e mudanças nos modelos de gestão.

Entre os principais pontos estão as regras relacionadas ao Registro de Ponto Eletrônico; Banco de Horas; quitação das anotações de ponto; teletrabalho; Bolsa Educação; e um conjunto de medidas de acolhimento e proteção à saúde dos trabalhadores. O texto também traz um debate relevante sobre a ética no uso da tecnologia nas relações de trabalho, tema considerado estratégico diante do avanço de sistemas digitais e de monitoramento.

Um dos pontos centrais da proposta é a criação de uma mesa bipartite permanente, que reunirá representantes dos trabalhadores e do banco para tratar, de forma contínua, dos processos de reestruturação e fechamento de agências. A iniciativa busca garantir um espaço institucional de diálogo sobre mudanças que impactam diretamente o emprego, as condições de trabalho e o atendimento prestado à população.

Fonte Fetrafi-RS