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Banrisulenses discutem PPR em plenária e Federação orienta pela aprovação da proposta

07/01/22
Banrisulenses discutem PPR em plenária e Federação orienta pela aprovação da proposta

O tema da PPR Banrisul levou cerca de 850 pessoas ao Zoom nesta quinta-feira, 6 de janeiro, para a plenária virtual de esclarecimentos sobre a Proposta de Participação nos Resultados apresentada pelo Banco, em substituição aos Programas de Remunerações Variáveis. A Fetrafi-RS e o Comando Nacional dos Banrisulenses orientam a aprovação da proposta nas assembleias que serão realizadas nesta sexta-feira, 7 de janeiro.

A diretora da Fetrafi-RS e empregada do Banrisul Denise Falkenberg Corrêa contextualizou os passos que levaram até a minuta que será votada nas assembleias. Entre outros pontos, ela destacou que não será contratada meta, já que o Banco não abre dados como o lucro líquido presumido.

Além disso, Denise reforçou que o acordo, mesmo aprovado e assinado, pode vir a ser melhorado no futuro, pois é um instrumento negociável, ao contrário de uma decisão unilateral do Banco. A diretora da Fetrafi-RS explicou o trâmite adotado pelo Comando: “nossa obrigação era recepcionar a proposta, tentar melhorá-la, fizemos isso à exaustão e agora estamos colocando-a em votação.”

Também diretor da Fetrafi-RS e banrisulense, Sergio Hoff explicou que são dois os percentuais a serem observados para entender o pagamento da PPR: de atingimento do lucro líquido projetado do Banrisul (meta geral do ano) e as réguas de meta individual. O acionamento vai se dar com 80% do lucro líquido projetado do Banco. Ao ser acionado é multiplicado o valor de referência por um target. Caso não chegue ao patamar estabelecido, o Banco se compromete a pagar o valor mínimo de R$ 1.000,00 ao ano caso obtenha lucro, sendo que 50% desse valor poderá ser adiantado no primeiro semestre.

Segundo Hoff, os avanços, como o valor mínimo caso não seja acionado o gatilho e o aumento dos targets de Operadores de Negócios e Escriturários. “No último ano, 49% dos Operadores de Negócio receberam RV3, sendo apenas 17% em todos os meses”, comparou. “É preciso levar em conta o valor global alcançado pelos ONs.”

Cálculo da PPR

Segundo a Cláusula Oitava, o cálculo do valor da participação a ser distribuída corresponde ao Valor de Referência (Valor definido para cada Grupo de Funções) multiplicado pelo Target (Multiplicador do Valor de Referência, definido para cada Grupo de Funções) multiplicado pelo Atingimento da Meta (Resultados atingidos e Régua de Multiplicação). 

Ou seja:
Valor da Participação = Valor de Referência x Target X Atingimento da Meta

O técnico do Dieese Gustavo Cavarzan, que deu suporte ao Comando Nacional dos Banrisulenses durante a discussão com o Banco, explicou como fazer o cálculo individual do que cada empregado receberá a partir das referências. Uma tabela para o cálculo foi disponibilizada aos banrisulenses para que cada um analise as possibilidades de ganhos e perdas. 

As tabelas com todos os percentuais e pesos estão no anexo da minuta. Conheça a minuta da proposta de PPR que será votada nesta sexta-feira.

Pontos positivos

O presidente do SindBancários Porto Alegre e Região Metropolitana, Luciano Fetzner, esclareceu o que é o Comando Nacional dos Banrisulenses, do qual ele também é membro, e a função do coletivo de representar os empregados nas mesas de negociação com o Banrisul. Além disso, como dirigente sindical, deixou claro que os processos judicializados até o momento com relação ao pagamento retroativo das RVs não serão extintos, já que essa era uma preocupação dos colegas. 

Para Fetzner, há pontos positivos a serem considerados na proposta do Banco. “Hoje cada uma das remunerações variáveis tem um mecanismo. Já teve ano que uns ganharam e outros não. Essa proposta de PPR elimina essas exclusões e o que se coloca como mecanismo a partir de agora é atingir os 80% do estipulado pelo Banco.” Para o dirigente sindical também é positivo que o Banco tenha procurado os representantes dos empregados para discutir o assunto ao invés de impor o programa sem debate prévio. Contudo, ressaltou, quem decide se a proposta é boa ou não são as assembleias.

Metas determinadas pelo Banco

Em resposta às perguntas da plenária, o assessor jurídico da Fetrafi-RS, Milton Fagundes, esclareceu que legalmente o Banco não pode extinguir as RVs unilateralmente. Entretanto, uma questão que está sendo discutida desde 2012, é que no entendimento do Tribunal do Trabalho quem determina as metas é o empregador. “Por isso, o Banrisul pode até manter o regulamento interno das RVs, mas colocar metas inalcansáveis”, afirmou. 

O presidente do Sintrafi-Florianópolis e membro do Comando,Cleberson Pacheco Eichholz, reforçou que as negociações estão sendo divulgadas há algum tempo pelos meios de comunicação dos Sindicatos e Federações, que houve plenária anterior (no dia 22/12/21) mas ainda era fundamental esclarecer todas as dúvidas dos colegas. 

Segundo ele, dados do Dieese apresentaram os valores recebidos pelos colegas na RV3 e constataram que a expectativa de recebimento na nova proposta é maior. “Plataformistas praticamente não recebem há dois anos. A proposta (atual) é boa e atende a todos. Nós ficamos ao longo de 90 dias dedicados a estudá-la”, frisou.

O Acordo Coletivo será aprovado ou rejeitado nas assembleias desta sexta-feira. Participe pelo sistema online ou confira no menu “Editais” como será a votação no seu sindicato. 





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