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Marcha das Mulheres defende mais direitos, igualdade de gênero e democracia

09/03/16
Marcha das Mulheres defende mais direitos, igualdade de gênero e democracia

As mulheres pintaram o centro de Porto Alegre de lilás nesta terça-feira, 8 de março, para celebrar o Dia Internacional da Mulher. A CUT-RS, na defesa dos direitos das mulheres, participou do ato unificado que começou com uma concentração na Praça da Alfândega, seguiu com uma caminhada pela Rua dos Andradas, continuou com uma manifestação na Esquina Democrática, onde centenas de mulheres levantaram a voz na defesa de suas reivindicações, e terminou com uma marcha até o Largo Zumbi dos Palmares. O ato também reuniu representantes de sindicatos e federações, coletivos de mulheres, PT, PCdoB e outras entidades.


Para a secretária de Igualdade Racial da CUT-RS, Angélica Nascimento, "as mulheres são mais da metade da população mundial, realizam múltiplas jornadas, mas ainda ganham menos que os homens, sofrem inúmeras agressões e violência”.

A defesa da democracia e contra o golpe do impeachment da presidenta Dilma marcou a mobilização deste ano. Uma grande faixa com os dizeres "unidos contra o golpe” chamou a atenção das pessoas. As mulheres presentes destacaram a necessidade de defender a presidenta Dilma contra os ataques que vem sofrendo da imprensa e da direita desde que assumiu o segundo mandato. "Estamos nas ruas hoje pela democracia, contra todo o tipo de violência e contra o golpe, por uma sociedade justa, fraterna e igualitária”, frisou Angélica.

Para a dirigente da CUT-RS, "o capitalismo só nos maltrata e, por isso, temos que tomar as ruas para defender os nossos direitos e aqui vamos continuar”.

Sobraram muitas críticas ao Congresso Nacional e ao presidente Eduardo Cunha (PMDB-RS). "Ai,ai,ai, ai, ai, ai, empurra o Cunha que ele cai”, cantaram as manifestantes. Elas reclamaram da baixa representação das mulheres. E condenaram as posições conservadoras e fundamentalistas, além do machismo, racismo e preconceito contra lésbicas e transexuais.

Com a presença de vereadoras e deputadas do PT e PCdoB, elas entoavam músicas como "a nossa luta é todo dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia”.

"Nós, mulheres negras, entendemos que o retrocesso no processo democrático seria um retrocesso na qualidade de vida das mulheres e pessoas negras. Queremos que a democracia se concretize com a participação das mulheres negras nos espaços de poder”, afirmou a ativista Reginete Bispo.

O ato também criticou a violência contra a mulher, a proibição do aborto e o Congresso conservador, o qual estaria diretamente ligado à tentativa de impeachment da presidenta. "Não aceitaremos o golpe! Continuaremos lutando por um sistema de representação proporcional à nossa representação na sociedade brasileira”, afirmaram várias representantes de movimentos.

Este ponto foi abordado também por Télia Negrão, do Coletivo Feminino Plural. "Queremos a paridade na política, queremos a metade dos cargos na política, porque somos a metade da população e só assim nós podemos nos sentir representadas. Temos um Congresso Nacional que é branco, rico, masculino, proprietário, latifundiário, velho, homofóbico, conservador. E apenas 10% daquele Congresso composto por mulheres”, apontou.

Por volta das 18h30, as mulheres saíram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros e chegaram no Largo Zumbi dos Palmares. O ato foi encerrado ao som de "não vai ter golpe, vai ter luta” e com um chamamento para o evento em defesa de Dilma e Lula que acontece no próximo domingo (13), às 14h, no Parque da Redenção.

*CUT/RS





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