Menu

Desemprego sobe para 13,7% e subocupação vai a 24,15% no primeiro trimestre, aponta IBGE

18/05/17
Desemprego sobe para 13,7% e subocupação vai a 24,15% no primeiro trimestre, aponta IBGE

 

RBA – A taxa de desemprego no Brasil (13,7%), medida pelo IBGE, subiu em todas as regiões no primeiro trimestre. Somada ao que o instituto chama de subutilização da força de trabalho  e a mão de obra potencial, o índice sobe para 24,1%, correspondente a 26,5 milhões de pessoas, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. Essa taxa era de 19,3% em igual período de 2016 e de 22,2% no último trimestre do ano passado. Apenas os desempregados somam 14,2 milhões.

Os subocupados por insuficiência de horas são aqueles que têm jornada menor de 40 horas semanais, mas gostariam de trabalhar em período maior. Esses somam 5,3 milhões de pessoas. E a força de trabalho potencial compreende os que gostariam de trabalhar, mas não procuraram ou não estavam disponíveis para trabalhar, compreendem 21,3 milhões. Nos dois casos, a taxa aumentou no primeiro trimestre, assim como a de desemprego, que é recorde.

Com média nacional de 13,7%, o desemprego atinge 16,3% na região Nordeste. Subiu para 14,2% tanto no Norte como no Sudeste, e para 12% no Centro-Oeste. A menor taxa, embora também com elevação, é a da região Sul (9,3%). Entre as unidades da federação, varia de 7,9% (Santa Catarina) a 18,6% (Bahia). Em São Paulo, é de 14,2%.

Em três regiões, o rendimento ficou acima da média nacional, de R$ 2.110: Sudeste (R$ 2.425), Centro-Oeste (R$ 2.355) e Sul (R$ 2.281). E abaixo no Norte (R$ 1.602) e no Nordeste (R$ 1.449). Mas nessas duas últimas o IBGE registrou variação positiva em relação ao quarto trimestre do ano passado, com estabilidade nas demais.

A taxa de desemprego segue maior para jovens de 18 a 24 anos (28,8%). Isso acontece em todas as regiões, oscilando entre 19,1% (Sul) e 32,9% (Nordeste).

Também aumentou a participação de negros entre os desempregados. De quase 14,2 milhões de pessoas nessa situação no primeiro trimestre, os pardos (na classificação do IBGE) eram mais da metade (52,1%), os brancos representavam 35,7% e os pretos, 11,5%. As mulheres eram 50,6%.

 

 

Fonte: Rede Brasil Atual (RBA)





Imprimir está pagina