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Novos delegados e delegadas sindicais assumem suas funções com grandes desafios

18/04/17
Novos delegados e delegadas sindicais assumem suas funções com grandes desafios

A resistência diante da onda de ataques aos direitos dos trabalhadores marcará a gestão dos novos delegados e delegadas sindicais da Caixa e do Banrisul e representantes sindicais de base do Banco do Brasil, empossados na tarde desta segunda-feira (17), na sede da Fetrafi-RS, em Porto Alegre. A solenidade de posse foi precedida por uma breve reunião de apresentação, que também abordou os principais temas da conjuntura política atual.

O diretor da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha, disse que a classe trabalhadora vive mais um momento histórico e os bancários assumem mais uma vez o papel de vanguarda no enfrentamento à retirada de direitos promovida pelo governo ilegítimo. "Os delegados sindicais são figuras muito importantes e constituem o elo entre o Sindicato e o local de trabalho. Vocês são a origem das informações da base, das demandas diretas dos colegas e também os promotores diretos e constantes da ação sindical. Os delegados sindicais têm uma responsabilidade muito grande diante dos desafios que se apresentam para o próximo período”, destacou Rocha.

Para a diretora da Federação, Denise Corrêa, o momento é de resistência para não perder direitos. "Nós temos que assumir essa tarefa histórica de não permitir a retirada massiva de conquistas dos trabalhadores. Levamos muito tempo para garantir um patamar mínimo de dignidade nas relações de trabalho e agora, em poucos meses, as medidas neoliberais promovidas pelo governo ilegítimo comprometem o mundo do trabalho para as gerações futuras. Temos apenas duas alternativas: unidade e resistência. Enquanto categoria, garantimos muitos avanços específicos através da nossa força de organização e mobilização, mas agora o mais importante é a luta pelos direitos coletivos”, enfatizou a dirigente sindical.

Os dirigentes da Fetrafi-RS convocaram os delegados sindicais a intensificar a mobilização dos colegas nos locais de trabalho, a fim de promover a participação massiva dos bancários na greve geral contra as reformas da Previdência e Trabalhista, no dia 28 de abril e para o Dia do Trabalhador, 1º de Maio. "Precisamos parar o País para mostrar a este governo, que não vamos aceitar de forma passiva a destituição de direitos. Vamos ocupar as ruas para colocar as pautas neoliberais na lata do lixo da história. Porque é lá que elas devem ficar”, afirmou Denise.

Já o presidente do SindBancários, Everton Gimenis, destacou a importância da preparação dos delegados sindicais para e exercício dos seus mandatos. "O júri popular promovido hoje pelo SindBancários, contra a Reforma da Previdência, foi uma atividade essencial para subsidiar os colegas de informações contundentes sobre a Reforma da Previdência e seus efeitos negativos para os trabalhadores. Temos outros temas que nos atingem de maneira direta que incluem os ataques às instituições públicas, o desmonte da Caixa a reestruturação do Banco do Brasil e a ameaça de privatização do Banrisul. Por outro lado tem a questão da terceirização sem limites, aprovada de forma irregular, mas que já tem efeitos drásticos para os bancários. O Bradesco por exemplo, terceirizou um setor inteiro na semana passada. A Reforma Trabalhista virá para avalizar todos esses ataques e outros que ainda estão por vir”, salientou Gimenis.

Para o sindicalista, o grande foco da onda neoliberal é a desregulamentação do mundo trabalho. "Além da terceirização ilimitada, outro carro chefe da reforma é a validade do negociado sobre o legislado. Num contexto de crise e de milhões de desempregados, é óbvio que a livre negociação, sem o parâmetro mínimo da legislação trabalhista, vai beneficiar apenas os patrões. Temos um longo trabalho pela frente, lutando contra as reformas e tentando reverter a terceirização. Não adianta ficar parado, esperando. A greve geral é necessária para dizer um grande ‘não’ ao governo Temer”, finalizou o presidente do SindBancários.

*Comunicação/Fetrafi-RS

 





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